Edificações Inteligentes

Uma edificação inteligente deve promover aos usuários conforto, segurança e, sobretudo, racionalização no uso de recursos. Isso significa economia, tanto em custos diretos, como o consumo de água e energia elétrica, quanto em custos indiretos, como manutenção e operação.

Estudos comprovam que os custos pós-ocupação de uma edificação, podem superar em 75% o custo total da edificação em sua vida útil que, para fins estatísticos, é de quarenta a cinquenta anos. Sendo que somente cerca de 25% dos custos desta edificação são gastos em sua construção.

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O correto dimensionamento e posicionamento das aberturas favorece a iluminação e ventilação natural, possibilitando maior racionalidade no consumo de energia. Créditos: Rafael Stecca / Lineastudio Arquiteturas Divulgação

A aplicação dos conceitos para se desenvolver uma construção inteligente deve iniciar na concepção do projeto arquitetônico, do qual derivam uma série de decisões que impactam diretamente no conforto, segurança e na economia imediata e após a ocupação do imóvel.

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Sistemas automatizados de iluminação possibilitam o controle da intensidade e dos espaços que devem ser iluminados. Créditos: Imagem Lineastudio Arquiteturas

 

A reflexão sobre os usos e finalidades de cada espaço, sobre a expectativa do cliente, sobre os materiais que serão empregados, sobre o impacto da edificação no entorno e o esmero no detalhamento gráfico resultam em menor retrabalho e na eliminação de desperdícios na próxima fase da obra. Um projeto bem detalhado resulta em economia de recursos e de tempo.

A racionalização no uso de recursos, especialmente a eficiência termo-energética, pode ser entendida como a obtenção de um serviço com baixo dispêndio de energia. As decisões projetuais podem proporcionar essa economia energética, além da incorporação de tecnologias para tal.

Algumas alternativas que resultam em economia ao longo da vida útil da edificação e que devem ser aplicadas a partir da análise individual de cada caso são:

  • aproveitamento da iluminação e ventilação naturais.
  • aquecimento de água através de energia solar.
  • emprego de painéis fotovoltaicos para geração de energia elétrica.
  • reaproveitamento de água da chuva ou reuso das águas servidas.
  • sistemas passivos para manter a temperatura de conforto térmico.
  • sistemas de automação.

Após a construção a edificação deve atender as funções e expectativas para as quais se propôs, garantindo a qualidade de vida dos usuários, vida útil longa, evitando a necessidade de novas obras, reparos, intervenções ou alterações.

Em um amplo contexto, a arquitetura voltada para o desenvolvimento de edificações inteligentes, procura minimizar o impacto ambiental das edificações por aumentar a eficiência e promover a moderação no uso de materiais, energia e espaço construído.

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A escolha do sistema construtivo e dos materiais que serão empregados na construção impacta diretamente no conforto termo-acústico e, por conseguinte, no consumo energético ao longo da vida útil da edificação. Créditos: Zé Barbosa / Lineastudio Arquiteturas Divulgação

Escrito por Verônica Viero – Lineastudio Arquiteturas